Not satisfied with the outcome, a few days latter I arranged a dinner were the objective was to defeat the preconceived idea, proven in the last dinner, that the Port Wine doesn’t make a good combination with the main dish. The menu was roast pork with Dijon mustard.

Once again the setbacks appeared. The objective was to pair the roasted pork with Quevedo LBV 2003, but Oscar Jr. forgot to bring the wine, and so I was forced to open my last bottle of Quevedo Port: a Tawny. (I really need to go to São João da Pesqueira to restock my cellar; I hope I can do it within a few days when I go to the harvest.)

I can tell you that although the wine wasn?t the first choice, this time the result was amazing! The marriage between the Port Wine and the roasted pork with Dijon mustard was obvious. The sweetness of Port perfectly “blended” with the spicy Dijon mustard, balancing the intensity of flavours.

So many flavours? so many things to discover.

Till next post,

Bruno PintoTal como prometido, aqui estou de novo para partilhar convosco as minhas duas últimas experiências de combinação de Vinho do Porto com comida.

A primeira experiência foi no jantar de despedida de solteiro de uns amigos, onde o padrinho de casamento nos presenteou com uma fantástica pasta alla norma (massa de beringelas com tomate), receita do famoso chefe de cozinha Jamie Oliver. Para o vinho estar à altura desta ocasião levei comigo um Quevedo LBV 2003 para podermos experimentar pela primeira vez combinar o Vinho do Porto com o prato principal. Queria fugir à regra habitual de saborear Vinho do Porto apenas na ocasião de entradas e sobremesas.

Confesso, contudo, que não foi uma experiência agradável. A massa não tinha um sabor suficientemente forte para poder contrastar com o Vinho do Porto. Muito pelo contrário. O tomate dá-lhe uma suave doçura que faz realçar ainda mais o açúcar do Vinho do Porto, o que não se pode considerar muito agradável quando queremos apreciar esta requintada massa. Esta foi a sensação partilhada por quase todos, com excepção do padrinho e cozinheiro. Este, devido à sua audácia, está sempre à procura de novas aventuras e experiências (quanto mais loucas melhor!).

Não satisfeito com o resultado, passados alguns dias organizei um jantar onde o objectivo era destronar a ideia pré-concebida, e comprovada na experiência anterior, que o Vinho do Porto não permite uma boa combinação com a refeição principal. A ementa do jantar foi Assado de Porco com mostarda Dijon.

Mais uma vez apareceram contrariedades, pois o objectivo era acompanhar o assado novamente com um Quevedo LBV 2003, mas o Óscar Jr. esqueceu-se de trazer o vinho indicado. Fui obrigado a utilizar a minha última garrafa de Porto Quevedo: um Tawny (Estou mesmo a precisar de ir a São João da Pesqueira para reabastecer a garrafeira, espero poder fazê-lo dentro de alguns dias quando for para a vindima). Posso dizer-vos que, apesar de o vinho não ter sido o inicialmente escolhido, desta vez o resultado foi surpreendente! O casamento entre o Vinho do Porto e o assado com a mostarda foi evidente. A doçura do Porto contrabalançava na perfeição com o picante da mostarda Dijon, equilibrando a intensidade de sabores.

Tantos sabores? ainda tanto por descobrir.

Até breve,

Bruno Pinto