Humans have always used nature to take advantage for their own interests. For many centuries that the Douro river was used for Port Wine transport, from the area we know as Douro valley to Vila Nova de Gaia, where Port would then be shipped for exports. The boat people used was the rabelo. With the arrival of the railroad first and better roads latter, the boat stop being used for transport of wine to be used for touristic purposes. There was another thing created by humans that changed the landscape of the Douro valley as well as all the path of the Douro to the mouth on the Atlantic Ocean. Although these new constructions made the journey safer, reducing the risk of sinking, they created concrete barriers not only to the water but also the boats. We are talking about the five dams that were constructed 36 years ago, three of each are in the Douro valley vine growing area.
Besides domesticating the Douro river, the dams generate energy. A lot of energy that makes the region grow, reducing the Portuguese dependence on imported power sources. But they also changed the landscape for ever. I did not seethe Douro valley before the construction of the dams but I can imagine it was not that much bigger than a little stream, as we can still see it today in one of the best wine regions of Spain, Ribera del Duero.
This was about 36 years ago, but now more dams are being planned for the Douro valley. There one in the Côa river that would submerge most of the cave painting of the area, as well as a considerable extension of vineyards, olive and almond yards, including Quinta de Ervamoira, property of A. Ramos Pinto. No one knows whether this in Côa is going to be constructed. But another one, in Tua river, at 1,1km from the Douro river, is being expected to start generating energy in 2014. EDP, the Portuguese virtual monopolistic energy production and distribution company is once again, was it was almost four decades ago, the winner of the contract.
Some people are against the project, saying that this way the Alto Douro Wine Region UNESCO’s Heritage Center is being modified by planting a huge mass of concrete. I don’t welcome the dam, but it will bring some development to an area that needed investment and which was missing population every year. It will bring tourist to the banks of the Tua river as well as few restaurants and hotels that so far were not seen.
As you can see in the picture on the top, works are going quickly as nothing stops man’s wishes to take advantage of nature.
Oscar
O ser humano sempre utilizou a natureza para benefício pessoal. Durante muitos anos o rio Douro foi utilizado para o transporte de Vinho do Porto, desde o Alto Douro vinhateiro até Vila Nova de Gaia, cidade a partir da qual o Vinho do Porto era posteriormente exportado. O barco utilizado para o transporte, como certamente estará recordado, era o rabelo. Com a chegada do caminho de ferro numa primeira fase, e mais tarde das estradas pavimentadas, o barco rabelo deixou de ser utilizado no transporte de vinho para passar a ser usado para fins turísticos. Houve uma outra coisa que o homem criou e que alterou a paisagem do vale Douro bem como toda a trajetória do rio até à foz, no oceano Atlântico. Apesar de terem tornado a viagem mais segura, reduzindo o risco de afundamento dos barcos, estas construções criaram igualmente barreiras de cimento para os peixes, para a água mas também para os barcos. Certamente que já se apercebeu que estamos a falar das cinco barragens construídas há mais de três décadas, três das quais estão em pleno Alto Douro vinhateiro.
Para além de domesticar o rio, as barragens têm como principal função gerar energia. Muita energia que faz a região desenvolver-se, reduzindo a dependência portuguesa de fontes de energia importadas. Mas, ao mesmo tempo, as barragens alteraram a paisagem para sempre. Eu ainda não era nascido quando as barragens foram construídas, mas imagino o Douro como um grande ribeiro, como o podemos ver nos dias de hoje numa das melhor regiões vinícolas de Espanha, a Ribera del Duero.
Depois da primeira fase de construção de barragens, mais projetos estão a ser planeados ou construídos no vale do Douro. Há um projeto para o rio Côa que submergiria a grande maioria das pinturas rupestres da área bem como uma considerável extensão de vinhas, oliveiras e amendoeiras, incluindo a Quinta de Ervamoira, propriedade da A. Ramos Pinto. Uma outra barragem, esta já em construção, deverá começar a produzir energia em 2014. A EDP, a virtual monopolista na produção e distribuição de energia em Portugal, está, uma vez mais, por trás do projeto, tal como há 36 anos.
Há organizações contra o projeto, defendendo que o Douro Património da Humanidade pela UNESCO está a ser modificado com esta massa de betão. Honestamente, também a mim não me agrada ver mais uma barragem no vale do Douro, mas a verdade é que vai trazer desenvolvimento para uma área que precisa de investimento e que está a perder população a cada ano que passa. Desejo que com a barragem os turistas venham até às margens do rio e que restaurantes e hotéis sejam também vistos por lá. Os trabalhos de construção decorrem com rapidez, como mostra a fotografia acima, já que nada pode parar o desejo do homem de aproveitar o que a natureza oferece.
Oscar

