Desapareceu a neve. Na verdade, pouco resistiu, tendo-nos deixado sem desculpas para não trabalharmos na vinha. Depois de prepararmos o terreno, é chegada a agora hora de plantar as jovens e tenras videiras, previamente enxertadas, de Viosinho, Rabigato e Gouveio. É isto que o Marian, Marius e o Cosmin, entre outros, estão a fazer. Começamos por traçar uma linha com uma corda de alto a baixo e depois, com um ferro-do-monte abrimos buracos de 50cm de profundidade onde colocamos a videira. É posteriormente tapada com terra e regada de imediato. Se não houver muitas pedras à superfície, cada trabalhador pode plantar entre 300 e 400 videiras por dia. Caso contrário, num solo com muitas pedras, como é o caso da Quinta da Trovisca, a produtividade baixa rapidamente e diariamente não se conseguem plantar mais de 200 enxertos.
Esta plantação tem sido bastante invulgar pelo número de pedras que temos retirado. Normalmente, as pequenas pedras ajudam as videiras e afundar as raízes mais rapidamente e a água a drenar com mais facilidade, reduzindo a evaporação. Mas na Quinta da Trovisca é irreal. Temos tanta pedra que estes dias creio que o meu pai até com pedras sonha!
Próximos passos? Colocar paus e estender os arames de modo a que as videiras possam crescer em sebe e ser mais facilmente tratadas e controladas. Volto em breve com mais fotos. Não se esqueçam de deixar os vossos comentários.
Oscar

