Ontem à tarde foi realmente difícil para mim afastar-me do Douro. O dia foi muito quente, com temperaturas altas, bem acima dos 30º C, as videiras verdes e bonitas, provavelmente também sofriam com o calor. Ia de carro do Douro para Madrid e um calor daqueles é o último que se deseja.
De repente algumas nuvens vindas de este começaram a cobrir o céu, enquanto que o parte oeste do céu continuava limpa e azul. O céu estava lindíssimo, parecia que S. João da Pesqueira dividia o território do Deus benovolente e do Deus furioso, do céu azul e do céu cinzento.
Esta foto foi tirada com o telemóvel minutos antes de uma grande trovoada rebentar sobre S. João da Pesqueira. Eu estava no limite sul da Região Demarcada do Douro, em Valongo dos Azeites, a 20 km de casa mas já com saudades. Adoro andar à chuva pelas vinhas e não queria ter perdido aquela oportunidade, ainda por cima com uma trovoada daquelas…
Esta tempestade reduziu as temperaturas durante pelo menos algumas horas e não causou danos de maior nas videiras. Tanto quanto sei também não caiu granizo. Nessa altura, e fazendo um seguimento ao artigo do início da semana, a nossa principal vinha, Quinta Vale d’Agodinho, estava já tratada contra o míldio e oídio. Os tratamentos continuam nas outras vinhas e eu espero não estar longe quando a próxima trovoada visitar o Douro!
Oscar