O ano de 2026 trouxe condições muito diferentes às vinhas do Douro. Depois de um inverno chuvoso, a primavera e o verão foram marcados por temperaturas elevadas e pouca chuva. O calor acelerou o desenvolvimento das videiras e antecipou a maturação das uvas, tornando a escolha do momento certo para a colheita especialmente importante.
Na Quevedo, a vindima começou a 31 de julho, na Quinta da Alegria, e terminou a 9 de outubro. A produção ficou cerca de 12% acima da de 2025, num ano em que o acompanhamento de cada parcela foi essencial para aproveitar as melhores condições de colheita.
Apesar do calor e de alguns desafios ao longo do ciclo da vinha, conseguimos colher uvas sãs, com bagos relativamente pequenos, muita cor e intensidade aromática. Os níveis de açúcar foram também superiores aos dos últimos anos, características que nos deixam otimistas quanto ao potencial dos vinhos desta vindima.
O momento da colheita fez a diferença. Vindimar mais cedo ajudou a preservar a frescura das uvas destinadas aos vinhos tranquilos do Douro, enquanto as uvas colhidas mais tarde revelaram um potencial particularmente interessante para os Vinhos do Porto.
Agora, o trabalho continua na adega. Esperamos vinhos concentrados, com boa cor, fruta madura e uma expressão aromática marcante. Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas os primeiros sinais são promissores.
Cada vindima conta uma história diferente, e a melhor forma de a conhecer é acompanhar o processo de perto. Na nossa Experiência de Vindima, convidamo-lo a descobrir o trabalho que acontece na vinha e na adega e a conhecer melhor os vinhos que nascem no Douro.
Contamos consigo!