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Tasting 1827 Villar d'Allen Port: the origins of Quinta do Noval

27 Opening a 200 year old Port bottle
Ao contrário do que os meus amigos pensam, o meu trabalho nem sempre é fácil. Trabalho a um ritmo elevado durante todo o ano, mas a vindima é, de longe, a época mais complicada. As horas de sono quase desaparecem, e no final da vindima, peso menos três ou quatro quilos que ao princípio. É difícil de evitar, mas não tenho dúvida que adoro aquilo que faço. E às vezes sou bem recompensado. Um desses prémios veio no estado líquido, vindo de uma família com uma longa história no mundo do Vinho do Porto. Poucos terão ouvido falar de Villar d’Allen, mas se mencionar a quinta que a família detinha no século XIX, todos reconhecerão imediatamente: Quinta do Noval.

O meu amigo Ryan Opaz, da Catavino, é já um velho amigo da família Allen e fez-me a apresentação formal há uns meses atrás. Tendo conhecido os Allen na propriedade da família, no Porto, fiquei impressionado pelo longo e rico passado. Protegido por velhos muros, a propriedade deles guarda uma quantidade impressionante de histórias antigas não só da família, mas também do Douro e do Vinho do Porto. Qualquer apaixonado ou historiador do vinho ficaria comovido ao visitar Villar d’Allen e ouvir as histórias dos seus antepassados pelo voz do José Alberto.

Há umas semanas atrás, tive a honra de receber um convite para jantar lá casa. Passeando pela sala de estar ou pelos corredores, senti como se estivesse a viajar no tempo, uns 200 anos para trás. Era como conviver com uma antiga família britânica dedicada ao Vinho do Porto. Depois, surgiu a oportunidade de visitar a cave, e, honestamente, não pude acreditar no que estava a ver. Uma fantástica colecção de garrafas muito velhas de Vinho do Porto e de outros vinhos estava como que escondida nas entranhas da casa. Algumas datavam do início do século XIX. Todas de pé. Nenhuma das velhas relíquias tinha o prazer de envelhecer deitada. E porquê? Porque a família crê que o Vinho do Porto envelhece melhor se não estiver em contacto com a rolha.

E para terminar a noite, o José Alberto foi buscar uma garrafa de 1827 da Quinta do Noval. Quando cheguei pela primeira vez o cálice ao nariz, com as mãos a tremer, senti como se estivesse a beber história. Este era um legado vivo de uma família com um memorável passado, e que oxalá, possa continuar com a tradição familiar, de engarrafar e comercializar Vinho do Porto no futuro. Se visitar o Porto, vá até à Casa de Villar d’Allen. Asseguro-lhe que não se arrependerá! Mais fotos de Villar d’Allen.

Oscar

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